segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Muitos alunos do ensino fundamental da Rede Municipal carregam um histórico de fracasso escolar, condição esta que nos leva a evocar diferentes fatores, que também aparecem com frequência na fala de professores das escolas, nos relatos de avaliações e nas solicitações de capacitações.
É possível perceber que os alunos das séries iniciais introjetaram um discurso que demonstra relação negativa com o processo de construção do conhecimento, por acreditarem-se incompetentes, não só pela sua má performance na escola, mas também por refletirem o olhar de descrédito de todos que participam de seu contexto escolar e social. Compreende-se que haja também nesses alunos uma baixa auto estima que dificulta o reconhecimento de suas habilidades e potencialidades, o que influencia fortemente as suas expectativas sobre a aprendizagem.
Chama atenção o papel do contexto social e em especial da família sobre a construção do conhecimento destes alunos no espaço escolar. A baixa auto estima encontra-se presente, pois o fato de o sujeito ser um conjunto de relações sociais comporta consequências diversas, sensíveis também no domínio do conhecimento formal, ou seja, a escolaridade.
É preciso, portanto, olhar cada aluno com sua possibilidade, mudando o foco e a abordagem num reforço a sua identidade e individualidade, em espaço neutro, lúdico e assistido por profissionais com formação interdisciplinar e que compreendam a diversidade.
Nos Pólos de Atendimento Extra Escolar, cada aluno encaminhado participa de projetos onde há empenho para que sejam atendidos nas demandas que extrapolem a ação do ensinar e rumem à ação de educar, em suas interfaces biopsico-sociais.

(Equipe Pólo de Atendimento Extra Escolar Instituto Helena Antipoff)

Um comentário:

Anônimo disse...

Os polos lutam por uma educação inclusiva, democrática,sendo um espaço para a produção de vida,para ampliação de consciência,possibilita a convivência com a diversidade, seja ela qual for, seus projetos buscam sempre a preservação dos direitos humanos.
Vamos em frente, meninas.A luta continua...
Parabéns pelo projeto e a qualidade do trabalho.
Maria Cristina Simões-Pólo Julio Caetano -E/8ª CRE